sexta-feira, 11 de maio de 2012

Meu palmeiras, meu palmeiras



No domingo fui para Rondonópolis, Mato Grosso, e lá fiquei até ontem, quinta feira. Na quarta feira, resolvi comprar uma pizza e assistir ao jogo meu palmeiras lá no hotel, o que não fazia há muito tempo, confesso.

Sou fanático por futebol, sou palmeirense, amo meu time, mas eu sei discutir futebol, não sou cego, tenho noção do buraco que meu time vem se afundando com o passar dos anos.

Porém, nos 4x0 que o palmeiras meteu no Paraná, de certa forma o meu orgulho, voltou, e olha que a gente teve uma goleada esse ano, mas a de quarta foi diferente, o time estava diferente, jogou com raça, seriedade, parecia o último palmeiras bom, o de 2008, que até hoje eu acho que demitiram o Luxemburgo injustamente (Keirrison tava sem cabeça, e ele não foi relacionado, ai o Belluzzo demitiu).

Com o tempo aprendi que o Palmeiras e o Botafogo tem muito em comum, são times que conseguem o impossível, mesmo assim não são comparados a Portuguesa (que em 3 meses foi de campeã da série B, para rebaixada do Paulistão). E me acostumei nesses anos ao verdão fazendo coisas que matam qualquer um do coração, mas amor é amor, e a gente entende.

Enfim, voltando a quarta que é o que interessa, porque o Palmeiras não joga assim sempre? Tem sempre aquele que vai dizer que o time é ruim, que não sei o que, não entendo por aí, vejo que tem muito jogador acomodado lá, muito jogador que jogou muito nos Atléticos, Arábias, Coritibas da vida, e chegou ao Palmeiras e não jogou mais. Falta uma injeção de raça lá, fazer nego amar aquela camisa.

É simples, o time de 98 e de 99 foi contestado, sendo o de 99 rachado, inclusive, porém eram jogadores que vestiam a camisa, profissionais, deram os títulos de maior importância da historia deste clube, enquanto atualmente jogador já sai da base e ganha brinco de brilhante e chuteira colorida.

Além de jogadores mais profissionais, falta uma diretoria destemida, sem medo de errar, por contestado que foi Mustafá Contursi, trouxe títulos, por mais dívidas que trouxe, Belluzzo trouxe nosso último título, o Paulistinha de 2008.

Por fim, peço não sei para quem que o Palmeiras se reivente, viva o futebol profissional de vez, esqueça a máfia italiana, a politicagem, e pensem apenas no clube, no time, na vitória, e que façam esse time voltar ao lugar que ele merece.

FORÇA PALESTRA SEMPRE!!!!!!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Os dias e as músicas


Este post falará sobre os dias da semana, e as músicas pertinentes para cada dia, pois cada dia tem sua função na nossa vida, sua história, e o porque de existir para ferrar a sua semana. Vale lembrar que música é gosto, e gosto é igual casa, cada um tem a sua, e faz o que bem entende com ela.

Mas, vamos direto ao ponto, e vamos começar na segunda feira, o inicio da semana, aquele dia chato, que você não sabe porque acordou, porque vestiu o terno e a gravata, mas vestiu, e já que vestiu vai ter que ir trabalhar, e nem sabe o que você vai fazer, pois de sexta pra segunda, você já esqueceu de tudo. Aquele domingo chato te desanimou, a semana começou  você terá mais 5 dias até o final dela, logo o que você precisa é motivação raivosa, aquela bem pesada, e para motivar dessa forma, nada melhor que: Ace of Spades - Motorhead

Aí chega a terça feira, ufa, menos um dia até o final da semana, e se vacilar já tem um esporte ao vivo na TV a cabo para  animar o segundo dia da semana, você já acorda pensando que o outro dia será quarta. E aquela terça feira monótona que não tem validade a não ser separar a segunda da quarta, tem uma música básica, de calma e esperança para o dia de amanhã:  Sweet Dispostion - Temper Trap

Enfim, chegou a quarta, o dia feito para assistir futebol ao vivo na TV Aberta, aliás, essa foi a melhor decisão que o pessoal que manda no mundo do futebol teve, porque o maridão dá a desculpa pra mulher que vai ver o jogo com os amigos, e ela pra não ficar sozinha, pega o cartão dele e vai até o shopping comprar, ele chega bêbado do bar, e ela feliz com as compras, e todos dormem bem. Mas a quarta até o jogo, é um dia de ansiedade, bombam sms para se saber onde você assistirá ou jogo, ou se você é mulher de qual shopping irá, então nada como esta música: É uma partida de futebol - Skank

E aí estamos na quinta, onde alguns acordam de ressaca e vão para o trabalho, outros acordam animados pela quebra semanal, mas nada é melhor do que acordar e, ou, sair do trabalho com a certeza de que amanhã é sexta, e aí vem aquela música para aumentar a energia dentro do seu corpo, para a sexta ser tão boa quanto a esperança de que ela será:  World Hold On - Bob Sinclar

Finalmente, Sexta Feira, o dia que todo mundo acha que descobriu, pois todos postam que é sexta feira no facebook, como se não soubéssemos disso sem a ajuda deles, porém a sexta é demorada, tanto que cabe duas músicas, a primeira é a partir da hora que você parte rumo ao trabalho, chega e toma aquela pressão, prazos atrasados, metas que ainda não foram batidas, enfim, nada como Under Pressure – Queen Under Pressure - Queen. Até que você sai do trabalho, e sua cabeça já está no final de semana. Like a g6 - FM feat The Cataracs& Dev.

O primeiro do dia do final de semana, normalmente é marcado pela ressaca, mas pela esperança que no sábado você viverá como se não houvesse amanhã, então você deixa a ressaca de lado, e parte pra cima do role de novo, seja cachaça, seja curtição com os amigos, mas algo que se encaixe nas boas lembranças, ou não, que você terá até o próximo sábado. Memories – David Guetta feat.Kid Cudi .

Infelizmente chegou o dia que a única coisa boa é o futebol, me parece que colocaram o futebol às 16h ali pra que o índice de suicídio não aumentasse muito, porque é um dia muito chato. Você começa a planejar a semana, entra em crise existencial, pensa em se jogar do seu apartamento, tudo para não viver o dia a seguir, mas você tem de relaxar, ficar tranqüilo, pois daqui 5 dias será final de semana, e se tiver um feriado no meio, melhor ainda. Relax, Take it Easy - Mika


domingo, 4 de dezembro de 2011

Contradição Depressiva

  Final de semana, sozinho em casa, seus pais estavam viajando, sua irmã estava com suas amigas em alguma praia do litoral norte, ou em alguma balada da zona sul, acendeu o cigarro no canto da varanda, e repensou um pouco em tudo que havia passado naquela semana.

  Pensou muito em seu trabalho, que amava, e era a única coisa que alegrava ele dentro do curso desagradável de arquitetura que ele fazia, um curso feito por pessoas que se acham mais que as outras, e que não conhece nada da vida, seu sonho mesmo era trabalhar dando aulas de inglês, língua que amava, e que sabia que tinha potencial para ensinar, afinal em 4 meses que sua empregada trabalhava lá ela já tinha aprendido a dizer “muito obrigado...de nada...” em inglês.

  Ligou seu rádio com alguma música bem alta que o levasse para fora daquele momento, não queria pensar, para que não se sentisse mal por não gostar do que fazia, ele até gostou durante um tempo, mas como toda paixão um dia acaba, e o que ele sentia pelo inglês era amor, e amor não morre, essa era a visão que ele tinha de tudo.

  Seu talento para projetos de arquitetura era nato, e nas horas livres sempre estava desenhando alguma coisa que lembrava seus estilos preferidos, mas o enjoava ver aquelas pessoas que não tinham um talento sequer entrarem no curso porque o papai mandou, porque alguém já indicou, ou simplesmente, pra fazer projeto de urbanismo na prefeitura e encostar a bunda. Quanto ao inglês não existia aquilo, quem sabe inglês, se sente feliz por saber outra língua além do português, e aquilo o animava, achava que as pessoas aprenderiam inglês, simplesmente por quererem aprender algo novo.

  E por mais que não quisesse mais pensar na contradição que ele transformava a vida, não conseguia, cada vez pensava mais e mais, e todos os amigos já tinham lhe dado conselhos para que terminasse a faculdade, e depois fizesse o que ele realmente gosta, já estava no final, faltava tão pouco, mas aquele ambiente cheio do pessoal da zona sul, o irritava, não agüentava ouvir uma conversa daquele tipo de pessoa, e por mais que fosse um daqueles, ele não se sentia parte daquilo, ele se sentia criança que ia a primeira vez pra escola, com vontade de dar meia volta e abraçar a mãe.

  Não estava afim de abandonar o curso, pois o iam chamá-lo de fracassado por abandonar alguma coisa simplesmente por ter perdido o tesão naquilo, e seguido no que realmente acreditava que era bom, ensinar inglês, mas sabia que as pessoas o olhariam torto, pois ele fracassou na faculdade.

  Resolveu deixar toda aquela contradição depressiva de lado, vestiu uma blusa de frio, pôs a bermuda e o tênis, e foi embora, mais uma vez sem resolver nada, mas sabendo que odiava o que fazia, e que amava algo totalmente o oposto, mas o que ele ia fazer? Ia pra casa da namorada, filosofar sobre tudo isso, e não concluir nada.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

TOP 5 - Piores Adesivos

Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite, Andei pensando que apesar de cada carro ter seu próprio motorista, caronas, etc... as vezes parece que é tudo uma coisa só, tamanho clichê e vontade de ter coisas horríveis no seu carro. Então resolvi sair pela minha cidade, São Bernardo do Campo, relembrar quais as modas de adesivos ruins, e quais que são as atuais modas. Não basta o farol de xenon, não basta as cornetas e o funk, tem também os adesivos, e esses são os que eu considero pior que xenon, corneta, neon e afins..
5° Lugar - NOS - Nitrous Oxidus System - hoje nem se vê mais por aí, mas na época de "Velozes e Furiosos" ou "Need For Speed Underground" era a moda daquela malandragem que se achava da patota do racha, via-se por aí nego com uno 92 1.0 com adesivão do NOS no carro...poor boys... Pra quem não sabe o que é, NOS é um oxido nitroso como o próprio nome diz, sendo usado em carros para aumento de potência, com a famosa fórmula N2O. Ultimamente a moda da galera "fast and furious é aquele adesivo do velocimetro.
4° Lugar - Cowboy - Até pelo mesmo motivo do NOS, teve a moda, a galera que é desse role ainda tem em seu carro, ou nem usa também, então deve ser respeitado, mas é lógico, que por ter sido moda, e sequer ser um adesivo bonito quando colado em um carro, é válido ter algum comentário de minha parte aqui. E com certeza nessa categoria, entra o do estancia alto da serra.
3° Lugar - ASA DE ÁGUIA - já que falei do Estancia do Alto da Serra, nada como lembrar o que mais rola por lá, MICARETA! UHU! RADICAL! E o que podemos falar de quem tem adesivo do ASA? sou do trio do asa? sou chicleteiro? Pô, beleza, eu amo rock and roll, mas nem por isso digo que sou rockeiro no meu carro, e olha que rock é melhor que axé. Mas entra na categoria dos dois acima, tem a patotinha que acha legal ir nesses lugares e tudo mais.
2° Lugar - FAMÍLIA FELIZ - Não, esse é o pesadelo de todos os adesivos ruins, mas ele fica com o segundo lugar, porque eu não sei como essa moda começou, eu não estava no Brasil, recebia uns dois emails por dias com o nome "Família Feliz Gaucho", "Família Feliz de Campinas" e não entendia o adesivo de dois homens no carro, achava que eram irmãos, pai e filho, sei lá. Mas quando voltei ao Brasil e vi aquele adesivo com geral no carro, pai, mãe, amante, filho, filha, cachorro, etc... me deparei com um adesivo ridiculo e que pra mim de verdade quem usa esse adesivo vive um processo de auto afirmação de que sua família é boa
1° Lugar - OAKLEY - SIM! a marca cara, objeto de ostentação por parte de ricos, pobres e classe média. Sim, eu também tenho uma blusa da marca e ostento muito o fato de ter #ironia. Esse adesivo você pode ter certeza que encontrá normalmente num chevette, até hoje eu não entendi o uso de adesivo da OAKLEY, como não entendo o uso de adesivo de marcas de roupa no carro. Porque tudo bem, se você usa o do NOS, você tira racha, se você tem o da família feliz significa que você é bobo, agora o que significa marca de roupa? E você? Qual é o pior? Há pior que esses? Fui no máximo do pior que São Bernardo do Campo me permitiu, caso tenha esquecido de algum me avise.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O filme que me fará voltar aos cinemas, "Um Dia"



Esse ano foram 6 livros lidos, três em inglês, sendo dois no Canadá e um aqui no Brasil, os outros três em português, todos aqui no Brasil, somente um, Feliz Ano Velho, eu já havia lido, os outros eram inéditos.

Entre esses teve um que comprei em junho e somente resolvi ler agora em Agosto, seu nome é “Um Dia”, autor David Nicholls. Conheci esse livro, passeando pela livraria cultura por volta das 18h, vi um monte de exemplares e resolvi pegar um e dar aquela folheada, amor a primeira vista.

O livro conta a historia de Emma e Dexter, dois jovens que se conhecem na noite da formatura em 1988, e o livro mostra a evolução, brigas e afins dessa amizade ao longo de 20 anos, até 2008.

É claro que não vou contar sobre o livro aqui, pelo contrário, seria bom se todos lessem, pois é uma historia fantástica, onde o autor consegue invadir a cabeça de seus personagens, demonstrar os altos e baixos deles, bem como as fases da vida de cada um deles nesses 20 anos.

Pois bem, ontem procurando uma página oficial do livro no facebook, reparei na página do filme, sabia que os direitos de produção haviam sido vendidos, mas não sabia que já estava sendo produzido, pois bem, já está.

Um elenco que posso dizer de primeira:

Diretor: Lone Scherfig (Educação

Elenco: Anne Hathaway (Diabo Veste Prada), Jim Sturgess (Across the Universe) and Patricia Clarkson (Vicky Cristina Barcelona).

E uma curiosidade, além do livro, David Nicholls também escreveu o roteiro do filme, o que pode ser a dica para que o filme seja tão bom quanto o livro, e assim todos, que assim como eu gostaram do livro, gostarão do filme.

Esse é o link do trailer, que está em inglês:
Ps: desculpem pela ignorância do blogueiro, mas não sei por link nem player do youtube...não sei mais mexer em html também :(

http://www.youtube.com/watch?v=GU4qLmIXbOE&feature=player_embedded

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Desabafo

Enquanto abria a garrafa de vinho, acendia seu cigarro, olhava para todos que estavam na mesa a sua volta, porém havia uma cadeira vazia, e sentia falta da pessoa que ali não estava. Todos eram seus amigos, amigos de longa data, porém quem faltava também costumou ser uma grande amiga por um bom tempo.

Nunca foi de esperar muito das pessoas, pelo contrário sempre se preocupou mais em ajudá-las do que em se ajudar, e de uma hora para a outra tudo estava caindo, tudo parecia estar perdido, abrir aquela garrafa de vinho, apesar do curto tempo que levava, nunca pareceu demorar tanto.

Sempre quis a verdade, mas nem sempre teve, nunca ligou para mudanças de opinião, mas se irritava facilmente com hipocrisias.

Serviu o vinho para todos, sentou, cruzou as pernas, e acendeu outro cigarro, apenas ouviu o que se falava a mesa, não emitiu qualquer tipo de opinião, e sequer absorveu o que ali se falava, sua cabeça estava longe, em outro plano, em outro lugar, e pensando em outra pessoa, que não estava ali.

Gostaria que todo mundo o entendesse, mas preferia ficar quieto, e não falar nada sobre o que se passava em sua cabeça com ninguém, por mais que quisesse não queria ouvir a opinião alheia sobre algo que era somente seu.

Se levantou, serviu-se de uma bela dose de Bourbon, e tomou num gole só, esperou o álcool agir em seu sangue, pegou uma chave de sua casa, e deixou a outra com seu melhor amigo, pegou os fones de ouvido e o maço ainda novo de cigarro na mesa.

Garoava na rua aquela noite, mas não se importava, entre a música de seu ouvido, o cigarro de sua boca, havia a consciência do para onde estava indo, e o que iria fazer ou falar, conhecia aquela pessoa melhor do que ninguém para saber seus passos.

O primeiro restaurante que a levou, era o seu preferido, Bourbon inglês da melhor qualidade, com o melhor blues que já ouviu em sua vida, amava aquele lugar, e ela passou a amar também, foi informado por outros, que ela sempre ia de sexta feira, mesmo com o fim do relacionamento dos dois.

Ao chegar no restaurante, olhou para a mesa de sempre, e se deparou com a sua musa inspiradora, sentada com um outro rapaz, com roupinhas da moda, prata no pescoço, boné “new era” de lado, e anéis de prata espalhados pelo dedo, ou seja, alguém que nunca foi o que ele almejou ser, otário.

Sentou no balcão e só esperou a movimentação da garota, a hora em que ela entrou no corredor escuro, ao lado da porta de saída do bar, ele deu dois passos seguindo-a, puxou-a pelo braço e lhe deu, aquele que talvez tenha sido o melhor beijo que já deu em alguém, um beijo que envolvia sentimento, pegada e adrenalina, ao fim, lacrimejando, disse:

- Eu te amo, era isso que você sempre quis ouvir, e eu nunca tive coragem de dizer, tudo que eu mais quero é ter você pra sempre na minha vida.

Ainda sob lágrimas, virou-se de costas, pôs os fones, acendeu um cigarro e saiu naquela garoa, que naquela hora tornara-se uma chuva forte. E ela, sem entender, voltou para a mesa.

Agradecimento: A brother de skype, Pam Stort, pela ajuda com o final sem final, e com o título.. Valeu PamPam We're together, brow!

domingo, 19 de junho de 2011

Sábado - DeMolay

Sábado, período da tarde, jovens de 12 a 21 anos, aproveitam esse primeiro dia do final de semana para irem ao clube, para algum bar, por o papo em dia com os amigos, alguns outros, preferem estudar, aproveitar a família, enfim são cada um prefere fazer alguma coisa diferente.
Eu já fui desses, sempre gostei de ir para o clube e jogar meu tenis, um futebol com os amigos, chegar em casa ao fim da tarde, sair pra jantar com meus pais, e a noite ir para algum lugar com meus amigos.
Com 18 anos, meio tarde, entrei para a Ordem DeMolay, um grupo de jovens de 12 a 21 anos, cujo o principal objetivo é formar líderes, patrocinado pela maçonaria, um grupo que só veio para o Brasil na década de 80.
Apesar de entrar tarde, e ter apenas 3 anos para fazer meu trabalho, passei por diversos cargos ali, aprendi muitas coisas, não apenas que dizem respeito a DeMolay, mas que dizem respeito a vida, ao futuro, e a maneira de conduzir o presente.
Os DeMolay fazem suas reuniões aos sábados, sempre na presença de um membro da maçonaria.
Com certeza, muitos meninos preferem não entrarem na Ordem por conta desse sábado, ninguém quer perder seu sábado sagrado para se reunir em mais uma "escola", porém ninguém pensa no custo beneficio que a DeMolay gera, e não adianta dizer o quanto de aprendizado existe nesses sábados.
Hoje, com 22 anos, analiso a Ordem DeMolay por fora, e sei o quanto essa reunião de sábado é capaz de mudar a vida de pessoas, vi exemplos de meninos que chegaram na Ordem perdidos, e que hoje tem um direcionamento pronto para sua vida, de forma que alguns apenas pensavam em terminar o colegial, e hoje esses estudam para passar em alguma faculdade. Outros entraram mudos na DeMolay e saíram de lá falando pelos seus cotovelos.
Aquele sábado que para alguns pode ser jogado fora, em bares, clubes, para alguns outros é uma ponta de esperança em busca de um futuro melhor, nesses 4 anos de Ordem, aprendi o quanto é importante reconhecer e respeitar não só a opinião, mas a vida de cada pessoa, dentro e fora da Ordem.
Passei por momentos difíceis dentro da DeMolay, mas passei por muitos momentos maravilhosos, e ultimamente, olhando por fora e lembrando das dificuldades pelas quais meu capítulo passou, momentos de emoção.
A idéia desse texto não é fazer propaganda da Ordem, mas dar exemplo de meninos que passaram por ali, e que de certa forma o que foi falado, tanto por nós, mais velhos, mais experientes, com outra noção, quanto por maçons, quanto por irmãos inexperiente, foi com toda certeza do mundo importante para mudar a vida desses meninos.
Não é uma entidade de caridade, mas uma escola de líderes. e líder não é aquele que é o melhor do seu meio, mas sim, aquele que além de estar cercado pelos melhores, sabe atingir o pensamento de cada um, lapidando o talento daqueles que pensam que não tem nenhum.
Agradeço e muito a Ordem Demolay, o Capítulo Joana D'Arc número 072, e todos os irmãos que já passaram pela minha vida DeMolay, por tudo, principalmente por me dar a oportunidade de passar meu pouquíssimo conhecimento para a formação de novos líderes.

Muito Obrigado"